sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

A grande aventura de Miguel de Cervantes

ascido em 29 de setembro de 1547, a vida de Miguel de Cervantes vida foi uma confusão sem fim. Depois de passar a infância mudando constantemente de cidade – passou por lugares como Valladolid, Córdoba e Madri –, em 1569 precisou sair da Espanha depois de ser condenado ao decepamento da mão direita e a passar dez anos banido do país por ter ferido em um duelo em Sevilha um rapaz com boas relações com a corte. Ruma então para a Itália, onde alguns anos depois se alista em uma das companhias da Santa Liga – Exército europeu que combateu as invasões turcas – e luta na Batalha de Lepanto, em 1571, na Grécia. Lá seria ferido gravemente, com dois tiros no peito e um na mão esquerda – se havia salvo a mão direita ao fugir de sua terra natal, a esquerda permaneceria troncha para o resto de sua vida.

Passou cerca de um ano internado em um hospital da Sicília, até que conseguisse se recuperar e fosse reintegrado ao Exército pelo qual participaria de novas campanhas. Somente em 1575 Cervantes resolve voltar à Espanha. Embarca em Nápoles tendo Barcelona como destino, porém, no dia 26 de setembro, sua embarcação é atacada por piratas e Miguel é levado para Argel como prisioneiro escravizado, que só seria libertado depois de pago um resgate.

O escritor permaneceria preso até 1580. Durante esse tempo, participou de, pelo menos, quatro tentativas frustradas de fuga e só não foi morto porque carregava consigo algumas cartas de recomendação assinadas por dom João de Áustria, almirante-mor da Santa Liga, e pelo vice-rei da Sicília. Por causa desses documentos, o rei de Argel acreditava que tinha em posse alguém de grande valia, por quem pagariam uma quantidade substanciosa de dinheiro. Para que conseguissem libertar Miguel, seus pais precisaram fazer grandes dívidas e ainda contar com a ajuda de padres trinitários, que resgataram o homem de Argel. Depois de 12 anos, finalmente, o escritor voltaria a Madri e estaria novamente com a família.

Em 1584, Cervantes teria tido um caso com Ana Franca de Rojas, uma taverneira com quem possivelmente teve sua única filha, Isabel. Não há certeza, no entanto, de que ela era mesmo filha do escritor. O que se pode afirmar é que no mesmo ano, em dezembro, ele se casa com Catalina Salazar.

A dúvida sobre a paternidade de Cervantes é um dos muitos exemplos dos vazios e incertezas que há em sua biografia. “Os documentos historiográficos sobre ele são poucos, há grandes lacunas e alguns mistérios, principalmente no período da sua juventude. Pesquisadores buscam detalhes de sua vida até nos livros que ele próprio escreveu, principalmente nos prólogos – como em Novelas Exemplares, onde há um autorretrato –, o que é incerto, porque são obras de ficção. O episódio do duelo que teria motivado o desterro, por exemplo, embora muitos considerem a explicação mais plausível para sua saída da Espanha, não tem comprovação direta. Há algumas certezas: que ele teve uma vida nômade, que foi ferido na guerra e ficou cinco anos preso em Argel, por exemplo”, explica Sérgio Molina, responsável pela tradução de Dom Quixote para a Editora 34.

Jean Cavanaggio, um dos mais respeitados cervantistas e autor de Cervantes, uma espécie de ensaio biográfico sobre o autor, também aponta esses problemas em sua obra. “Boa parte de seus escritos se perdeu; os que lhe foram atribuídos a posteriori são de autenticidade duvidosa, e mesmo os que conservamos e fizeram sua glória têm uma gênese ainda obscura, baseada em vagos indícios. Os manuscritos que chegaram até nós limitam-se a atas notariais, anotações de contas e duas ou três cartas”, escreve.

Com a falta de documentos, muitos historiadores e estudiosos fazem suas inferências quanto à vida do escritor. Para o dramaturgo Fernando Arrabal, autor de Un Esclavo Llamado Cervantes, por exemplo, há evidências de que o espanhol era homossexual, que Dom Quixote é um romance homoerótico e que seu autor só teria conseguido deixar Argel com vida porque seria amante do rei local. 
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Assim como Dom Quixote, Cervantes também foi preso em combate
Escritor sem fim
Mesmo em meio a uma vida tão atribulada, Cervantes se tornaria um dos escritores mais importantes da História. Uma figura-chave para que isso acontecesse foi Juan López de Hoyos, reitor do Estudio de la Villa, importante escola preparatória para o ingresso na universidade – universidade que Miguel jamais chegou a cursar. O primeiro soneto de Cervantes de que se tem notícia data de 1567. No ano seguinte, quando vira aluno de López de Hoyos, sua produção se intensifica, tanto que o mestre inclui já em 1569 – mesmo ano em que o escritor foge para a Itália –, quatro poemas do pupilo em uma publicação em homenagem à recém-finada rainha Isabel.

Durante a mais de uma década que esteve fora da Espanha, o autor provavelmente não deixou de escrever, em que pesem os percalços. “No período em que foi soldado e esteve preso em Argel, presume-se que Cervantes não tenha tido condições de escrever de forma sistemática, mas ele depois trabalharia essas experiências em sua literatura. A Novela do Capitão Cativo, interpolada em Dom Quixote, e as peças Los Tratos de Argel e Los Baños de Argel são bons exemplos disso”, conta Molina. Fato é que no próprio cativeiro Cervantes compôs sonetos para alguns companheiros também sequestrados.

Quando retorna à Espanha, revê sua família, casa-se, consegue um emprego e leva uma vida relativamente estável – as mudanças de cidade continuariam acontecendo periodicamente e, de vez em quando, ainda teria problemas com a Justiça e passaria algumas temporadas na prisão (acusado de venda ilegal de trigo, por exemplo) –, conseguindo enfim engrenar sua produção literária. “Cervantes escreveu muito mais que Dom Quixote, mesmo se levarmos em conta apenas a obra narrativa, que inclui quatro livros – cinco, considerando as duas partes de Quixote –, mais os textos que se perderam. Tem também a produção teatral, que é muito importante, e a poética, que, embora menor, não é de desprezar”, completa Sérgio Molina. 
Moinhos de vento
Cervantes produz sua obra com o apoio de vários mecenas. O principal deles foi o conde de Lemos, vice-rei de Nápoles, com quem o autor teve uma desilusão ao não ser convidado para fazer parte de um círculo de escritores na cidade italiana. Ele publica em 1585 La Galatea, mas é em 1605 que, enfim, lança a primeira parte da obra que gravaria para sempre seu nome na literatura universal, Dom Quixote, sucesso imediato na Espanha e fora dela.

No texto Notas sobre a Máquina Voadora, da edição brasileira da Editora Penguin, o escritor e crítico literário argentino Ricardo Piglia aponta Dom Quixote como “o primeiro romance da história” e cita suas traduções: “É um dos primeiros acontecimentos da literatura a chegar a lugares muito diversos. A primeira tradução para o inglês é de 1612. A tradução para o francês, de 1614. Para o italiano, em 1622. Para o alemão, em 1621. Quase imediatamente o livro começou a circular em todas as línguas.”

O reconhecimento foi praticamente instantâneo. “Alguns escritores espanhóis contemporâneos de Cervantes tentaram desqualificá-lo por ele ter feito uma obra cômica, que seria um gênero inferior, mas já havia aí despeito por causa do sucesso do livro. O cômico em Dom Quixote é apenas uma das suas camadas de entendimento; há todo um jogo de ironias que permite, por exemplo, criticar os poderosos pela boca de personagens que os elogiam. O texto é muito ambíguo. Segundo Américo Castro [outro acadêmico que dedicou parte de sua vida às pesquisas sobre o escritor], boa parte da grandeza de Dom Quixote resulta das artimanhas que Cervantes usou para contornar a censura da Inquisição”, diz Molina.
Wikimedia Commons
A luta de Dom Quixote contra os moinhos de vento
No rastro do sucesso, em 1614 uma continuação da obra é lançada por outro escritor, que se esconde sob o pseudônimo de Alonso Fernandez de Avellaneda, cujo trabalho ficaria conhecido como Dom Quixote Apócrifo. “É um livro super moralista, que reduz o personagem ao risível, tanto que ele acaba num manicômio, e muito desrespeitoso com o próprio Cervantes, que é diretamente insultado no prólogo”, aponta o tradutor.

O autor original não gostou nem um pouco da cópia, tanto que no segundo volume verdadeiro de Dom Quixote, lançado em 1615 – em datas próximas ainda publicou outras três obras –, faz referências ao título apócrifo. Na história, o protagonista muda seus caminhos apenas para contrariar o que havia sido escrito por Avellaneda e até encontra os volumes com sua falsa história sendo impressos em uma tipografia.

O tempo, os estudos e as diversas interpretações que se podem fazem sobre a obra máxima de Cervantes foram essenciais para que tanto Dom Quixote quanto seu autor chegassem a ser relevantes pelo resto da história. “A primeira parte virou uma febre internacional. Ao longo do século 17, o livro começa a ser citado e retrabalhado por escritores de vários países, incluindo William Shakespeare. No século 18, a febre explode de vez: na Inglaterra, Cervantes é adotado como mestre do romance satírico por escritores como Laurence Sterne, fascinados com as possibilidades abertas pelo narrador que ele criou, pela mistura de gêneros, pelo fio narrativo sinuoso, por toda a liberdade que sua obra comporta e propõe.

Na virada para o século 19 surge na Alemanha a interpretação romântica de Dom Quixote, que ainda persiste até hoje entre boa parte dos leitores. Já na Espanha, depois do sucesso inicial da primeira parte, o romance fica em segundo plano e só começará a ser redescoberto no século 19, e para valer mesmo em pleno século 20”, explica Molina. Cervantes é um gigante que continua vivo mesmo anos após sua morte.

Fonte: Aventuras na História

sábado, 12 de março de 2016

6 mortes de escritores mais esquisitas que a ficção

O Goodreads, rede social voltada para recomendação de livros, fez uma lista com seis autores cujas mortes bizarras aumentaram ainda mais a sua fama — para o bem ou para o mal. Confira:

Edgar Allan Poe


 Um dos maiores autores de mistério e horror, Poe teve uma vida rodeada de mistério e estranheza. Foi considerado o primeiro autor americano a viver somente de sua literatura, o que lhe trouxe pouca estabilidade financeira e uma vida, em geral, bastante difícil. Certo dia, foi encontrado perambulando por Baltimore, "claramente perturbado". Foi levado ao hospital às pressas, onde morreu pouco tempo depois — e ninguém sabe o motivo. Entre as possíveis causas, estão excesso de álcool e drogas, tuberculose e até suicídio. Mas as teorias conspiratórias não param por aí. Uma das hipóteses mais aceitas é que Poe foi vítima de "cooping", uma ação eleitoral truculenta, organizada por gangues, que capturava pessoas aleatórias (em geral, as que estavam à margem da sociedade) e as forçava a votar inúmeras vezes em um único candidato. Para isso, a gangue embebedava as vítimas, para que não resistissem tanto à agressão. Como o escritor morreu em um ano eleitora, isso explicaria por que ele foi encontrado em forma tão lastimável no dia de sua morte. Infelizmente, nunca teremos certeza.

Em seu atestado de óbito, consta que Poe morreu de "congestão cerebral". Com um diagnóstico vago como esse e uma vida envolta em mistério, não é à toa que, até hoje, conspira-se sobre a verdadeira causa de morte desse escritor tão célebre.

Dante Alighieri

Considerado o primeiro poeta de língua italiana, Alighieri teve uma vida agitada — inclusive depois da morte. Nascido em Florença, o escritor foi exilado de sua cidade em uma medida bastante agressiva; até mesmo seus filhos foram expulsos de sua terra. Triste e decepcionado, o autor viajou por diversas cidades italianas, tendo seu destino final a cidade de Ravenna, onde morreu, ao que tudo indica, de malária. Após sua morte, a população de Florença se arrependeu do tratamento tão duro dado a um de seus artistas mais importantes, e logo nasceu uma comoção popular de que os restos mortais de Alighieri fossem trazidos de volta. O povo de Ravenna não perdeu tempo: exumou a ossada do poeta em uma parede, para que fosse impossível de encontrar. Por séculos, o esconderijo funcionou perfeitamente: os ossos de Dante só foram encontrados depois que a cidade passou por uma caprichada restauração. Então, uma parte foi enviada para Florença, enquanto alguns dos ossos permaneceram na cidade — e outros, é claro, foram roubados nesse ínterim.

Tennessee Williams


 

A morte do autor de "Um Bonde Chamado Desejo" foi tão banal que dá até medo de acontecer com a gente também. Aos 71 anos, o dramaturgo descansava tranquilo em um quarto de hotel em Nova York quando sentiu um incômodo no olho. Como isso era bastante frequente, Williams carregava sempre consigo um colírio, que tinha o hábito de abrir com a boca. Williams foi encontrado horas depois, no mesmo quarto, morto — havia engasgado e sufocado até a morte com a tampinha do colírio. Para os médicos que estudaram o corpo do escritor após a morte, não foi apenas um acidente trágico: o constante uso de drogas e álcool provavelmente afetou os reflexos de Williams, que não conseguiu se livrar da tampinha a tempo.

Jaqueline Susann

 

A morte de Susann não foi estranha; infelizmente, a autora de "Vale das Bonecas" morreu de câncer com apenas 56 anos. O curioso foi o que aconteceu depois: seu marido, Irving Mansfield, optou pela cremação da esposa — e guardou as cinzas da amada em uma urna em formato de livro, que ficava na estante, bem ao lado das obras que publicou ao longo de sua carreira. Romântico ou simplesmente bizarro?

Ésquilo


Quando a morte acontece por conta de algum erro ou distração, como no caso de Tennessee Williams, é lamentável. Mas quando é o mais puro acaso (ou melhor, falta de sorte total) que leva uma pessoa dessa para a melhor, é ainda mais triste. É o caso de Ésquilo, dramaturgo grego, que estava tranquilo ao sol, pensando na vida, quando uma tartaruga atingiu sua cabeça em cheio, matando-o instantaneamente. Um contemporâneo de Ésquilo, Valerius Maximus, encontrou a resposta para o infortúnio: à época, era comum encontrar águias voando por cima das cidades. Quando capturavam tartarugas para servirem de almoço, as aves arremessavam suas presas em cima de rochas, para que o casco se espatifasse e pudessem comer a parte mole do animal. Muito provavelmente, a águia viu Ésquilo lá de cima, confundiu-o com uma rocha e arremessou a tartaruga para quebrá-la, trazendo decepção para todos os envolvidos.

Percy Shelley

 

O poeta inglês, marido da autora de Frankenstein, morreu afogado no mar — o que por si só já é bastante trágico. Contudo, o drama não terminava por aí: ao ser cremado, todo o corpo de Percy se transformou em cinzas... exceto o coração, que permaneceu intacto. O órgão foi entregue a uma assustada Mary Shelley, e por muito tempo o mistério ficou sem resposta. Hoje, a ciência já desvendou o segredo: muito provavelmente, o coração de Shelley vinha se calcificando ao longo do tempo, tornando-o mais resistente ao fogo. Menos fantasmagórico, mas certamente muito poético.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

O que é um tordo?

 

O tordo comum, nome científico Turdus philomelos, é um passarinho da família Turdidae, natural da Europa, norte da África e Oriente Médio. Mas nós sabemos por que você fez essa pergunta: por causa do mockingjay, nome em inglês da ave símbolo da trilogia Jogos Vorazes. Mas são animais diferentes. O mockingjay é um pássaro fictício, cujo nome foi traduzido para "tordo" em português. E fica mais complicado: o mockingjay do livro é resultado do cruzamento de um mockingbird (ou rouxinol), um pássaro de verdade, com o jabberjay (o "gaio tagarela", na versão em português), um pássaro fictício. Na história, os jabberjays eram criações da Capital para espionar os rebeldes. Uma vez desmascarados, os pássaros foram abandonados nas florestas pela Capital. Exclusivamente machos, cruzaram com fêmeas de mockingbird (rouxinóis) e deram origem aos mockingjays. Enfim, o tordo de verdade existe, mas não tem nada a ver com o tordo fictício, o mockingjay.
 
Quem é quem?
Entenda essa papagaiada de aves reais e fictícias
 
Mockingbird (rouxinol)
CATEGORIA:Real
CARACTERÍSTICAS: Imita o canto de outras aves e sons de insetos e anfíbios
Típico dos EUA, de tamanho médio, bico longo e fino, e penas marrom-acinzentadas com detalhe branco nas asas. Em Jogos Vorazes, procria com o jabberjay
 
Jabberjay (gaio tagarela)
CATEGORIA: Fictício
CARACTERÍSTICAS:Memoriza e repete conversas humanas
De plumagem preta e azul, com cauda e bico longos, crista imponente, foi criado nos laboratórios da Capital com o objetivo de espionar os revolucionários dos distritos
 
Mockingjay (tordo)
CATEGORIA:Fictício
CARACTERÍSTICAS:Reproduz melodias humanas
As cores são similares às do mockingbird, mas tem estrutura parecida com o jabberjay: cauda longa, asas extensas, bico fino e pronunciado. É o grande símbolo da revolução
 
Tordo
CATEGORIA: Real
CARACTERÍSTICAS:Repete sons de sirene, telefones e o canto de outros pássaros
É castanho no dorso e na cabeça, e amarelado com manchas escuras no ventre. Não entra na história de Jogos Vorazes, mas o seu nome foi usado como tradução de mockingjay

domingo, 31 de janeiro de 2016

[Referência Literária do Dia) Anne Hathaway




A atriz Anne Hathaway é uma das mais talentosas da nova geração. A atriz atuou em diversos filmes conhecidos do grande público, como Batman, Interstellar, tendo, inclusive, ganhado um oscar de melhor atriz coadjuvante por seu papel em Os Miseráveis. O que pouca gente sabe é que seu nome é uma homenagem dos seus pais ao escritor William Shakespeare, cuja esposa chamava-se justamente Anne Hathaway.

sábado, 30 de janeiro de 2016

JK Rowling revela escola brasileira de magia, Castelobruxo

Por meio do site Pottermore, durante o dia da "Celebração de Harry Potter", a autora JK Rowling revelou onde ficam as 11 escolas de magia que existem no seu mundo fantástico. Entre elas está uma situada no Brasil chamada CasteloBruxo. Veja a arte do local:


O recinto, segundo texto publicado no site, fica dentro uma floresta tropical e é um belo castelo que não pode ser visto pelos trouxas - eles acham que é apenas uma ruína. O guardião é o Caipora, famosas criaturas do folclore brasileiro que são descritos por Rowling como seres misteriosos que surgem na noite para proteger alunos e os animais da região.
Uma antiga diretora da escola era Benedita Dourado, que já ofereceu alguns Capioras para Hogwarts, para que servissem de proteção para a Floresta Proibida. A autora diz ainda que os alunos de Castelobruxo se destacam em Herbologia e Magizoology. Dois dos nomes mais famosos que passaram pelo local foram os bruxos Libatius Borage, famoso pocionista, e o jogador de quadribol João Coelho.
Além desta, Rowling também revelou o nome da escola dos EUA, Ilvermorny. Outras são Uagadou na África, Mahoutokoro no Japão, que também ganharam mais informações. Veja o mapa divulgado no Pottermore:

sábado, 2 de janeiro de 2016

[Referência Literária do Dia] Lana Del Rey


A cantora Lana Del Rey possui uma tatuagem em seu braço direito com os dizeres: "Nabokov Withman". Trata-se de uma homenagem ao escritores Vladimir Nobokov e Walt Whitman.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

[Referência literária do dia] Sasha Grey




Sasha Grey é uma ex atriz pornô que ficou conhecida fora do mundo da pornografia por estrelar o filme Confissões de garota de programa, do diretor Steven Soderbergh (Onze Homens e um segredo). Depois disso, ela largou a pornografia e virou uma espécie de musa "nerd", aparecendo em diversos programas, séries e filmes, além de ter escritos alguns livros. Pouca gente sabe, mas seu nome real é Marina Ann Hantzis. A atriz adotou o pseudônimo Sasha Grey em homenagem ao livro O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde. No livro, o personagem principal faz um pacto para que uma pintura sua envelheça no seu lugar. Assim, ele se conserva sempre jovem, ao contrário do quadro, que cada vez mais vai ficando velho.