segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

[Curiosidades Literárias] Grandes insultos entre autores

A literatura - como qualquer outro ramo da vida -, é recheada de vaidade e inveja. Em alguns casos, a rivalidade entre alguns escritores foi externada publicamente, havendo, assim, diversos exemplos de insultos memoráveis na história literatura. Segue abaixo uma pequena lista das maiores troca de farpas públicas da literatura ocidental.


1º - William Faulkner (A Cidade) sobre Ernest Hemingway (Por Quem os Sinos Dobram)

“Ele nunca sequer pensou em usar uma palavra que pudesse mandar o leitor para um dicionário.”

2º - Ernest Hemingway sobre William Faulkner


“Pobre Faulkner. Ele realmente pensa que grandes emoções vem de grandes palavras?”

3º - Oscar Wilde (O Retrato de Dorian Grey) sobre Alexander Pope (Ensaio sobre a crítica)

“Existem duas formas de se odiar poesia: uma delas é não gostar, a outra é ler Pope.”

4º - Virginia Woolf sobre James Joyce (Ulisses)


“Ulisses é o trabalho de um estudante universitário enjoado coçando as suas espinhas.”

5º - Vladimir Nabokov (Lolita) sobre Joseph Conrad (Coração das Trevas)

“Eu não consigo tolerar o estilo loja de presentes de Conrad e os navios engarrafados e colares de concha de seus clichês românticos.”

6º - Evelyn Waugh (Memórias de Brideshead) sobre Marcel Proust (Em Busca do Tempo Perdido)


“Estou lendo Proust pela primeira vez. É uma coisa muito pobre. Eu acho que ele tinha algum problema mental.” 

7º - Charles Baudelaire (Paraísos Artificiais) sobre Voltaire (Cândido)


“Eu cresci entediado na França. E o maior motivo para isso é que todo mundo aqui me lembra o Voltaire… o rei dos idiotas, o príncipe da superficialidade, o antiartista, o porta-voz das serventes, o papai Gigone dos editores da revista Siecle.” 

8º -  Lord Byron (Don Juan) on John Keats (To Autumn)


“Aqui temos a poesia ‘mija-na-cama’ do Johnny Keats e mais três romances de sei lá eu quem. Chega de Keats, eu peço. Queimem-o vivo! Se algum de vocês não o fizer eu devo arrancar a pele dele com minhas próprias mãos.” 

9º - H. G. Wells (Guerra dos Mundos) sobre George Bernard Shaw (Pygmalion)


“Uma criança idiota gritando em um hospital.” 

10º - Truman Capote sobre Jack Kerouac (On The Road)


“Isso não é escrever. Isso é só datilografar.” 

PS: O autor deste Blog pede licença para dizer que acha a frase do Truman Capote genial, e que ela se aplica a muito escritor famoso.

Fonte

[Curiosidades Literárias] Frases de filósofos que nunca foram ditas

1- “Só os mortos conhecem o fim da guerra”, atribuída a Platão
O culpado: o comandante militar norte-americano Douglas MacArthur, filho de um dos grandes heróis da Guerra da Secessão.



Em um discurso nos anos 60, o militar atribuiu a frase a Platão. No entanto, as palavras foram escritas pelo filósofo, poeta e ensaísta espanhol George Santayana no livro “Solilóquios na Inglaterra”, de 1922. Pouco após o fim da Primeira Guerra Mundial, Santayana escreveu: “E os pobres coitados acham que estão a salvo! Eles acham que a guerra acabou! Apenas os mortos viram o fim da guerra”. Nada a ver com o nosso filosofighter grego. “A frase não me parece nem vagamente adequada à expressão das principais ideias do discípulo de Sócrates”, diz Gianpaolo Dorigo.

2- “Creio porque é absurdo”, atribuída a Santo Agostinho
O culpado: a mania de tentar resumir o pensamento dos filósofos em uma frase.



Antes de ser colocada na boca de Agostinho de Hipona, a frase havia sido atribuída a Tertuliano, autor romano das primeiras fases do Cristianismo. Esse caso curioso de reatribuição de citação tem a ver com a valorização da fé expressa pelos dois pensadores cristãos, que declaravam crer em coisas que parecem incríveis, como a ressurreição de Cristo. O problema é que tentaram resumir as ideias de ambos através de uma sentença curta que não aparece explicitamente nas obras de nenhum deles. O mais próximo que Tertuliano chegou disso foi quando disse “E o Filho de Deus morreu, o que é crível justamente por ser inepto; e ressuscitou do sepulcro, o que é certo porque é impossível”.

3- “Deus está morto”, atribuída a Nietzsche
O culpado: a descontextualização.



Aqui, o problema não é a frase, mas o conceito atribuído a Nietzsche. O mal-humorado filosofighter de fato diz isso: a frase apareceu pela primeira vez em “A gaia ciência” e está também em sua famosa obra “Assim falou Zaratustra”. Mas as palavras têm sido muito mal interpretadas. Nietzsche não se referia à morte literal de Deus nem à morte de Jesus Cristo, e essa não era uma simples declaração de ateísmo. Logo em seguida, o filósofo completa: “Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós!”. Ele queria dizer que a humanidade havia deixado de ter Deus como força ordenadora do mundo e fonte de valores. Com a morte de Deus, ele metaforiza a morte dos valores sagrados para os homens. Assim, eles deixariam de crer em quaisquer valores impostos.

Esse tipo de mal entendido é comum quando se fala em Nietzsche. “O seu hábito de efetivamente utilizar máximas e aforismos agressivos em seus livros acabou por transformá-lo em um pensador muito citado e pouco compreendido”, explica Gianpaolo. “E suas máximas, mesmo quando citadas corretamente, muitas vezes se perdem: o que para o pensador alemão era sobretudo uma provocação, para muitos se torna uma verdade incontestável e guia para a vida, no mais puro e estilo autoajuda”, completa.

4- “Os fins justificam os meios”, atribuída a Maquiavel
O culpado: a tentativa de simplificar a ideia de “O Príncipe”.



A mais famosa frase atribuída a Nicolau Maquiavel nunca foi dita por ele. Segundo o professor Gianpaolo, trata-se de uma tentativa de condensar a ideia de sua obra “O Príncipe”, em especial do capítulo 18, em que aparecem os trechos: “…um príncipe  (…) não pode observar todas as coisas pelas quais os homens são chamados de bons, precisando muitas vezes, para preservar o Estado, operar contra a caridade, a fé, a humanidade, a religião. Aqui, “preservar o Estado” refere-se aos fins e “operar contra a caridade etc…” é interpretado como utilizar quaisquer meios. No mesmo capítulo, Maquiavel ainda diz: “nas ações de todos os homens, especialmente nas dos príncipes, quando não há juiz a quem apelar, o que vale é o resultado final”. É uma simplificação bem empobrecedora.

5- “Se Deus não existe, tudo é permitido”, atribuída a Dostoiévski
O culpado: Jean-Paul Sartre.



Desta vez, um de nossos Filosofighters foi o culpado, e não a vítima, de uma atribuição incorreta. No texto “O existencialismo é um humanismo”, Sartre diz: “Dostoiévski escreveu: ‘Se Deus não existisse, tudo seria permitido’. Eis o ponto de partida do existencialismo”. O escritor russo de fato inspirou os existencialistas, mas ele nunca disse isso. O mais próximo disso, que está em Os Irmãos Karamazov, é: “[...] é permitido a todo indivíduo que tenha consciência da verdade regularizar sua vida como bem entender, de acordo com os novos princípios. Neste sentido, tudo é permitido [...] Como Deus e a imortalidade não existem, é permitido ao homem novo tornar-se um homem-deus, seja ele o único no mundo a viver assim”. 

Bônus:Se não têm pão, que comam brioches”, atribuída a Maria Antonieta
O culpado: a autobiografia de Rousseau.


A famosa frase foi usada como argumento contra Maria Antonieta durante a Revolução Francesa. A rainha a teria dito durante sua coroação, em 1774, quando soube que o povo das províncias francesas não tinha pão para comer. Só que não. A história veio de uma passagem na autobiografia “Confissões”, de Jean-Jacques Rousseau, que diz: “Recordo-me de uma grande princesa a quem se dizia que os camponeses não tinham pão, e que respondeu: ‘Pois que comam brioche’”. Os registros históricos disponíveis, entretanto, mostram que, na época de sua coroação, Maria Antonieta se preocupava com a situação dos pobres. Numa de suas cartas à mãe, ela chega até a criticar o alto preço do pão. Especula-se que Rousseau na verdade se referia a Maria Teresa de Espanha.

Retirei Daqui

domingo, 1 de janeiro de 2012

[Curiosidades Literárias] O Mito da Caverna de Platão em Stop Motion

O Mito da Caverna é uma das principais e mais conhecidas "obras" (na verdade, trata-se de um capítulo do livro A República) de Platão. Segue abaixo um pequeno curta metragem em Stop Motion que, com algumas adaptações, sintetiza muito bem a aludida obra do filósofo grego:

 

Ps: é só eu ou mais alguém também sente tédio destas vozes de Cid Moreira que as pessoas insistem em colocar para narrar este tipo de vídeo. Isso é tão sexta série do ensino fundamental.