domingo, 26 de fevereiro de 2012

[Referência Literária do Dia] Equilibrium



Equilibrium é um filme ficção científica feito em 2002. O filme, estrelado pelo ator Christian “Língua Presa” Bale, conta a história de um estado totalitário, construído após uma 3ª Guerra Mundial, denominado de Líbria, controlado por um sujeito chamado de Pai, o qual só aparece para as pessoas por meio de telões espalhados pela cidade.

No filme, as pessoas são proibidas de terem emoções, já que as emoções seriam a causa de todos os problemas da humanidade. Para tanto, fazem uso de um droga chamada Prozium (palavra formada pela mistura de Prozac com Lithium. É sério), que regula as emoções humanas. Além disso, como forma de se evitar o aparecimento de qualquer tipo de emoção, existe um grupo de polícia especializado em queimar qualquer tipo de obra de arte, já que elas seriam capazes de nos fazer sentir emoções. Em suma, o enredo do filme é uma grande mistura dos livros 1984, do escritor George Orwell e Fahrenheit 451, escrito por Ray Bradbury.

Além dessas referências, existe uma outra bem legal no filme. Logo no início, o personagem do Christian Bale descobre que o seu parceiro, interpretado pelo ator Sean “Só sirvo para ser morto” Bean está sentido emoções, e por isso deve ser exterminado. Na cena de sua morte, o ator aparece lendo o belíssimo poema He Wishes for the Cloths of Heaven, do poeta irlandês William Butler Yeats:


Falando nesse poema, a banda curitibana Beijo aa Força fez, em português, uma versão musical dele que ficou muito boa. Vale muito a pena conferir:

 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

[Curiosidade Literárias] Tribunal belga diz que Tintim não infringiu lei de racismo

Este post é um complemento da belissíma reportagem da Revista Aventuras na História que utilizei no post passado. Assim, para uma melhor compreensão do assunto, o ideal é ler primeiro o post passado. Passemos agora a reportagem sobre o Tintim:

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Um tribunal belga rejeitou um pedido de proibição de um livro da era colonial sobre as aventuras no Congo do personagem de história em quadrinhos Tintim por infringir leis de racismo, mostraram documentos judiciais.

O tribunal de Bruxelas disse em primeira instância que não acreditava que a edição de 1946 de "Tintim no Congo" tinha a intenção de incitar ao ódio racial, um critério que é levado em conta ao decidir se algo infringiu as leis de racismo belgas. A decisão foi emitida na noite de sexta-feira.

"As Aventuras de Tintim", uma série de HQ criada pelo artista belga Georges Remi, que escrevia sob o pseudônimo de Hergé, obteve popularidade mundial renovada no ano passado depois que o diretor Steven Spielberg fez um filme animado sobre o menino jornalista intrépido e seu caõzinho branco Milu.


Tintim no Congo foi o segundo livro produzido por Hergé, e a trama mostrava as escapadas de Tintim na ex-colônia belga, incluindo encontros com traficantes de diamantes, caçadores e animais selvagens.Em 2007, o ativista congolês Bienvenu Mbutu Mondondo iniciou procedimentos legais para obter a proibição do livro, argumentando que ele retratava os africanos de forma racista. 
 
Mas o tribunal belga disse que o livro de 1946 foi criado em uma época em que ideias coloniais prevaleciam. Não há provas de que Hergé, que morreu em 1983, tenha tido a intenção de incitar ao racismo, disse.

"Está claro que nem a história, nem o fato de que foi posta à venda, tem o objetivo de... criar um ambiente humilhante, degradante, hostil ou intimidador", disse o tribunal em seu julgamento.

Mas o advogado de Mbutu Mondondo disse que apelaria. "O sr. Mbutu levará esse caso adiante o máximo que conseguir", disse o advogado Ahmed L'Hedim à Reuters. 

[Curiosidades Literárias] O lado obscuro de Tintim

Foi em meio à tensão da Europa do período entre-guerras que nasceu Tintim, o jovem jornalista belga que viaja o mundo acompanhado do cãozinho Milu. O garoto magro de topete loiro e raciocínio rápido foi o personagem mais bem-sucedido de Hergé (pseudônimo de Georges Remi). Agora, outro contador de histórias dos tempos modernos, o cineasta Steven Spielberg, decidiu recriar os quadrinhos de Hergé em As Aventuras de Tintim, com estreia prevista para janeiro no Brasil.

Nos 24 livros (um deles incompleto) lançados entre 1930 e 1986, Tintim retratou os conflitos do século 20 em passagens que, tanto hoje como na época, soavam politicamente incorretas. Em 5 décadas, Hergé colecionou processos, críticas, acusações e teve até de pedir desculpas pelas derrapadas de Tintim. As polêmicas continuaram após a morte do autor, em 1986, mas a série seguiu em alta e o filme reacende o interesse pelo personagem que ajudou a construir o retrato de um dos períodos mais turbulentos da história. As aventuras de Tintim começaram a ser publicadas quando Hergé virou editor do suplemento jovem do jornal Le Vingtième Siècle, de Bruxelas, na Bélgica. O quadrinista se baseou nos jornalistas mais famosos da época, enviados para cobrir grandes conflitos internacionais. Tintim trabalha para o próprio Le Petit Vingtième, como era chamado o suplemento, mas é o único jornalista do mundo que não parece preocupado com prazos ou com o envio de material para a redação.



Na sua primeira aparição, em 1929, ele viaja para a recém-fundada União Soviética. Na época com 22 anos, Hergé tinha ficado muito impressionado com um livro escrito pelo cônsul belga sobre as condições de trabalho no regime socialista e, por isso, optou pela URSS como destino. O país é retratado com grande exagero de estereótipos (ainda na 1ª página, Tintim diz ao chefe que enviará "cartões-postais, vodca e caviar", e Milu afirma ter ouvido falar que lá tem "pulgas" e "ratos"). Fica clara a postura anticomunista do autor. Mas, como o próprio Hergé comentou em entrevista a um programa de TV nos anos 1970, "Tintim no País dos Sovietes foi muito bem-recebido porque naquela época quase todo mundo era contra os bolcheviques".

Primeiras turbulências

Se a passagem pela URSS não trouxe grandes problemas, a 2ª viagem foi bem menos tranquila. Pelo menos para Hergé. Quando Tintim foi ao Congo, em 1931, o país africano ainda era uma colônia belga (a independência veio só em 1960) e os quadrinhos reproduziam a visão eurocentrista da época. Na 1ª versão do álbum, os congoleses falavam um francês primitivo e eram extremamente submissos. Em um dos trechos, Tintim substitui um professor em uma escola missionária e começa a aula apontando para um mapa da Europa: "Meus queridos amigos, hoje eu vou falar sobre o seu país: a Bélgica". Nas versões posteriores, o mapa foi substituído por um quadro negro, e a lição sobre a Bélgica por uma de matemática. Quando Hergé frequentava a escola (que ele odiava, por sinal), a suposta "condição inferior" dos negros ainda era ensinada como ciência pelos livros didáticos. Ele mesmo chegou a admitir em mais de uma oportunidade que o álbum retrata a visão ingênua da época.

Tiago Nogueira, editor da Companhia das Letras, que publica a série no Brasil, acha que o problema não é exclusivo desse livro: "Toda a série tem uma visão eurocentrista. É sempre a história do menino loiro desbravador que vai a países diferentes e leva conhecimento aos locais". Em 2007, um cidadão congolês pediu a um tribunal belga que Tintim no Congo fosse retirado do mercado. O processo ainda está correndo, e o resultado deve sair apenas em fevereiro do ano que vem. Mas até a ONG Peta, que defende os direitos dos animais, já se manifestou a favor de um boicote ao livro. Além de supostamente racista, Tintim também se mostra um grande fã de caçadas. Depois de atirar em veados (mata uma dúzia deles e diz que, "em todo caso, carne fresca é o que não vai faltar"), um jacaré e um elefante, mata e esfola um macaco para vestir sua pele. "Nós discutimos muito antes de publicar e, quando publicamos, optamos pela versão que já continha algumas modificações. Mas o fato é que é um clássico e representa a mentalidade de uma época", diz Nogueira.


Quando a Bélgica foi invadida pela Alemanha durante a 2ª Guerra, em 10 de maio de 1940, Hergé decidiu permanecer no país e passou a publicar as tirinhas de Tintim em um jornal que era controlado pelos nazistas. Daí para as acusações de que era simpatizante do regime alemão, foi um pulo. Mas a verdade é que ele próprio não se ajudou. Em A Estrela Misteriosa, álbum publicado justamente durante a ocupação, em 1942, duas personagens com características judaicas se perguntam se poderão dar calote em seus credores quando o fim do mundo é anunciado por um lunático (o trecho foi removido de edições posteriores). O grande vilão de A Estrela Misteriosa tinha um sobrenome judeu: Blumenstein. Hergé alegou que a escolha não tinha sido intencional e chegou a alterar o nome para Bohlwinkel. Infelizmente, só mais tarde alguém lembrou de avisar a Hergé que esse também era um sobrenome judeu. Com o fim da guerra, Hergé chegou a ser investigado pelo governo da Bélgica, mas foi inocentado. Ele ainda recebeu uma espécie de perdão público quando se uniu a um dos heróis da resistência belga, Raymond Leblanc, para a criação de uma revista sobre Tintim.

Simpatia pela China

A publicação de O Lótus Azul, 5º álbum da série, marcou uma virada na carreira de Hergé, como ele mesmo chegou a admitir em entrevistas: "Quando comecei, não tinha muita noção. Era só diversão para mim contar aquelas histórias". O Lótus Azul encerrou uma sequência de álbuns nos quais os países que serviam como cenário das narrativas eram retratados com base em estereótipos (depois dos russos comunistas e dos africanos abestalhados, Tintim ainda visitaria uma América ocupada quase somente por indígenas e mafiosos e uma Índia repleta de marajás). Hergé pareceu ter compreendido a dimensão do seu trabalho e pesquisou a fundo a cultura do país retratado - nesse caso, a China.


Depois de anunciar no final do 4º álbum, Os Cigarros do Faraó, que Tintim continuaria suas aventuras no Oriente, Hergé recebeu uma carta de um abade pedindo que pesquisasse sobre a história da China. Ele concordou, e o abade apresentou-o a Zhang Chongren, estudante chinês que passava uma temporada na Academia de Belas-Artes de Bruxelas. Os dois se entenderam tão bem que Chongren aparece como um dos persongens de O Lótus Azul: ele é Tchang, um garoto órfão que se torna amigo de Tintim depois de ser salvo por ele. Ainda durante a passagem pela China, Tintim visita uma casa de ópio e aparece chapado pela droga, uma versão mais branda da heroína. O álbum foi publicado em 1936, e as casas de ópio só foram fechadas pelo regime comunista de Mao Tsé-Tung, em 1949. Mas nem é preciso ir tão longe. Os detratores de Hergé condenam até a amizade de Tintim com o Capitão Haddock, um dos principais personagens da série. No começo, o capitão estava quase sempre bêbado e seria uma má influência para jovens leitores. O próprio Hergé acabou optando por transformá-lo com o tempo em um personagem de hábitos mais recatados. Até o que não aparece nas aventuras de Tintim causa polêmica.

Existe uma corrente que define Hergé como misógino, já que existe apenas uma personagem feminina que se destaca ao longo de todas as histórias: a espanhola Bianca Castafiore, uma soprano que adora cantar em momentos inapropriados. Hergé morreu em 1983, aos 75 anos. No processo movido na Bélgica pedindo o recolhimento de Tintim no Congo, quem luta a favor da obra é a editora francesa Casterman. No Brasil, a Companhia das Letras também defende a publicação do livro: "Não dá para ‘limpar’ uma obra que foi escrita quando a mentalidade era diferente da nossa. Se isso fosse levado adiante, teríamos de repensar toda a literatura", diz Nogueira. Se as editoras se mantêm fiéis mesmo às obras mais controversas de Hergé, o mesmo não pode ser dito do próprio autor (e nem mesmo de seus fãs). "Ele não reeditou Tintim no País dos Sovietes por muito tempo porque considerava esse um trabalho inferior", explica Simon Doyle, responsável por um dos maiores sites dedicados a Tintim no mundo todo, o Tintinologist.org. "Talvez o mesmo possa ser feito com Tintim no Congo. Posso compreender a situação das vítimas de racismo e tenho que questionar o valor do livro hoje", afirma Doyle.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

[Curiosidades Literárias] 15.000 livros para Abraham Lincoln


A adoração dos norte-americanos pelo ex-presidente Abraham Lincoln (1809-1865) é tanta que um instituto cultural de Washington resolveu homenageá-lo de uma forma inusitada neste fim de semana. Em comemoração aos 203 anos do nascimento do líder Republicano, completados em 12 de fevereiro, empilhou praticamente todos os livros que existem sobre a vida a obra do líder republicano.

Quem passou pelo Ford’s Theatre Center for Education and Leadership neste domingo se deparou com uma torre de 10 metros de altura, composta por nada menos do que 15.000 títulos. A pilha chegava até o terceiro andar da instituição.

Tudo isso em nome do presidente que aboliu a escravidão e conseguiu manter a unidade nacional durante a Guerra de Secessão. O local escolhido para celebrar o legado do mito não podia ser mais apropriado: o instituto cultural está no mesmo quarteirão da Petersen House – casa onde Abraham Lincoln foi assassinado – e do museu, em construção, dedicado a ele.




 


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

[Referência Literária do Dia] Google Doodles literários


Google Doodles, segundo o próprio Google, "são versões divertidas, surpreendentes e, muitas vezes, espontâneas do logotipo do Google para comemorar feriados, aniversários e a vida de artistas famosos, pioneiros e cientistas".

Algumas dessas versões envolvem diretamente algum evento literário importante, normalmente o aniversário de nascimento de algum escritor. Separei alguns dos melhores para mostrar para vocês. Antes, convém lembrar que alguns Doodles são globais, outros são apresentados apenas em alguns países. Dito isso, vamos a eles:


Duzentos anos de nascimento de Charles Dickens 



No dia 07 de fevereiro de 2012 o site resolveu homenagear o escritor britânico Charles Dickens, autor dos clássicos Um Conto de Natal, Oliver Twist e outros clássicos da literatura mundial.



Cento e noventa anos de nascimento de Fiódor Dostoiévski


No dia 11 de novembro de 2011 o Google homenageou o escritor russo Fiódor Dostoiévski, pelo seu aniversário de 190 anos de nascimento. Na imagem vemos São Petersburgo, na Rússia, local onde se passa boa parte da obra do velho russo.


Cento e setenta e seis anos de nascimento de Mark Twain


No dia 30 de novembro de 2011 o Google homenageou o escritor americano Mark Twain pelo seus 176 anos de nascimento. O Doodle representa um trecho da obra As Aventuras de Huckleberry Finn, uma das mais famosas do escritor.

Link para o site do Google 


Duzentos anos de nascimento de Nikolai Gogol
 
No dia 1º de abril de 2009, o Google homenageou os duzentos anos de nascimento do escritor russo Nikolai Gogol. No Doodle, o meu favorito, fez-se um belo trocadilho entre o nome do site e o nome do escritor, bem como menção ao famoso e protuberante nariz do escritor.



 Cento e doze anos de nascimento de Jorge Luis Borges


No dia 24 de agosto de 2011, o Google homenageou o escritor argentino Jorge Luis Borges. Na ocasião, a imagem faz menção a obra A Biblioteca de Babel.



Oitenta e oito anos de nascimento de Italo Calvino


Em 15 de outubro de 2011 o site homenageou o escritor italiano Italo Calvino pelo seus 88 anos de nascimento. Na ocasião, faz-se alusão a obra Cosmicomics.



 Cento e cinquenta e seis anos de Oscar Wilde



Em 16 de outubro de 2010 o site prestou uma homenagem ao escritor irlandês Oscar Wilde, pelo seu aniversário de 156 anos. A imagem nos remete a obra O Retrato de Dorian Gray.



 Anivesário de Pablo Neruda


Em 12 de julho de 2009 o Google prestou sua homenagem ao poeta chileno Pablo Neruda, ganhador do prêmio Nobel de Literatura de 1971 e um dos maiores poetas de língua espanhola. A imagem nos remete ao filme O Carteiro e o Poeta, que conta a história da amizade entre o escritor e um humilde carteiro. 



 Cento e vinte e nove anos de nascimento de Monteiro Lobato



Em 18 de abril de 2011 o site homenageou o escritor tupiniquim Monteiro Lobato pelo seu aniversário de 129 anos. Acho que nem precisa dizer, mas a imagens faz alusão a obra do Sítio do Picapau Amarelo.




Cento e dez anos de nascimento de Antoine de Saint-Exupery




Em 29 de junho de 2010, o Google prestou sua homenagem pelo 110 anos de nascimento do autor de O Pequeno Príncipe.



Duzentos e treze anos de nascimento de Mary Shelley


Em 30 de agosto de 2010, o site prestou a sua deferência pelo aniversário de nascimento da escritora Mary Shelley, autora do clássico livro de terror Frankenstein. A imagem, obviamente, faz menção a essa obra.


Cento e cinquenta anos de nascimento de J. M. Barrie



Em 09 de maio de 2010, o Google prestou a sua homenagem ao escritor britânico J. M. Barrie, autor do clássico livro sobre Peter Pan.

Link para o site do Google

Se você gostou das imagens e quer conhecer outras homenagens feitas pelo Google click aqui